segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quando perdemos um amigo ou filho de 4 patas!


Mel 1Ontem um amigo perdeu uma amiga e me contou como a conheceu e o porque de te-la adotado, o que me fez pensar sobre o quando estou afastada do blog, sendo que existem tantas coisas para dividirmos com quem os amam, e também com aqueles que os maltratam na esperança que mudem suas atitutes e os vejam como nós os vemos: AMIGOS OU FILHOS DE 4 PATAS.
Muitas vezes os recolhemos das ruas, ou nos apaixonamos por aqueles filhotinhos que vemos na casa de amigos ou parentes. Uma pequena parcela da humanidade, trata e cuida como se fosse um membro da família, outros os acham bonitinhos enquanto filhotes, depois acham que são estorvos, pois eles muitas vezes não nos permitem viajar tanto quanto queremos. Eu já deixei de ir para Curitiba uma vez porque ´perto da hora de pegar o ônibus, tive uma sensação ruim, eu sabia que tinha que ir em casa antes de viajar, chamei um moto taxi e corri para casa, e se eu não tivesse seguido meu coração, quando voltasse da viajem nunca mais eu me perdoaria. Quando cheguei em casa, minha fox paulistinha Laika, estava caída próximo ao portão com um corte no pescoço que a fez ganhar 8 pontos. Eu no primeiro momento liguei para o veterinário, depois enrolei minha blusa no pescoço dela para conter o sangramento então chamei um taxi e corri para a clínica. Porque? Era só o que eu pensava. Depois o Quem? E a raiva tomou conta do meu coração, mas a mionha aflição era maior, o medo de perde-la tomou conta de mim, eu ficava imaginando mil formas de torturar o filho da mãe que fez aquilo com ela. Quando o veterinário voltou, eu já estava com a cara inchada de tanto chorar, mas a notícia era boa, ela vai sobreviver! E se eu tivesse viajado? Eu tinha combinado com minha irmã dela ir em casa no dia seguinte, pois eu já tinha limpado tudo, colocado bastante água e comida, quando ela chegasse lá teria sido muito tarde. Graças ao meu bom Deus eu tenho essa ligação com meus filhos de 4 patas, eu sempre sinto quando algo vai acontecer ou aconteceu.
LilicaA maior tristeza que temos é quando chegamos tarde. Há quase 4 meses, eu achei que fazia 2 pela dor ser tão recente, mas me lembrei que foi no dia 7/03, dia do aniversário da minha mãe, eu estava indo buscar o bolo da minha mãe quando na esquina da minha casa, vi um vulto pretinho, as tetinhas ainda estavam molhadas, na hora reconheci minha gatinha Tika, ela havia sido atropelada por um inconsequente que não teve nem a capacidade de tira-la do meio da rua. Eu parei o carro gritando e meu marido ao meu lado sem entender, eu chorava e gritava sem saber o que fazer, ela já estava geladinha, tinha chovido, então ela estava molhada também, eu voltava para o carro e voltava para o lado dela sem saber o que fazer, eu tinha que buscar o bolo da minha mãe. Eu a peguei com muito sacrifício a deixei na calçada e fui chorando até o Coração Melado que quase fechou, mas quando voltei, meu marido entrou com o bolo e eu sai correndo para a esquina da minha casa para pegar minha filhinha de 4 patas que também era mãe… mãe!!! meu Deus!!! O que vou fazer com os filhotes? Como vou amamentá-los? Como vou criá-los??? Como, como, como, isso ficou martelando minha cabeça. A peguei, coloquei numa caixinha, enrolei ela num saco preto e a trouxe para casa, chorando muito, contei para minha mãe que também chorou, e me perguntou a mesma coisa: Como você vai cuidar dos filhotes?

DSC08076As pessoas não pensam quando fazem uma maldade com um ser indefeso, que esse ser possui pessoas que os amam e que irão sofrer.
Hoje eles estão bem e bonitos, todos sobreviveram com a ajuda de um ser iluminado que já resgatou muitos bebezinhos e me orientou, e do irmão mais velho deles que os adotou e dormia junto com eles para esquenta-los.

A Laika sobreviveu, mas o infeliz que a machucou com um bambu, ele também sobreviveu, mas apanhou, ele teve a infelicidade de passar bebado no meu portão e mexer com ela enquanto eu estava lavando o quintal e confessou o crime, dizendo que da próxima vez ela não sobreviveria. ela latia mostrando os dentes, mas quando ele me viu, tentou correr e caiu no chão! Com a mangueira eu surrei ele, de um jeito que provavelmente a mãe ou o pai nunca haviam feito, e a esposa dele quando me viu batendo nele, correu em nossa direção e quando ele se levantou, ela o segurou para que eu batesse mais nele! 
O porque? Eu havia socorrido o cachorro dele que ele tinha dado uma paulada e tirado os bichos da ferida do cachorro e tratado, chamei o veterinário que aplicou injeções de antibióticos e anti-inflamatórios no cachorro dele, que semanas depois me socorreu de uma tentativa de assalto no meu portão. Os animais são mais humanos e agradecidos que os humanos que são piores que animais, aliás, essa é uma comparação que nunca gostei, chamar uma pessoa ruim de animal, acho que verme é mais apropriado.
A Polly foi bem cuidada, muito amada pelo meu amigo Wagner, mas é claro que fica a tristeza e a saudade.
Ringo2O Ringo não era meu, mas eu tinha uma ligação de amor com ele tão forte que quando ele teve seu primeiro AVC, eu senti, a tristeza que tomou conta de mim foi tão grande, mas eu tinha a Cecília e não pude ir visitá-lo. Quando ele teve o segundo AVC, eu senti uma amargura tão grande que eu não sabia o que era. No dia que fui visitá-lo, ele se arrastou até mim, e eu disse que ele não precisava ficar mais sofrendo, que se ele quisesse partir, ele podia ir, eu o abracei, beijei muito e chorei, e ele também chorou, e quando fui embora, eu escutava os uivos dele e fui embora chorando, mas fui liberá-lo, eu sabia que ele precisava me ver antes de ir embora, e foi o que aconteceu, dias depois ele deixou esse corpo que não lhe servia mais e o estava fazendo sofrer, e então foi para um outro corpo. 
[000202]No dia que ele morreu, nasceu meu gato Moleque, e eu senti o Ringo nele, não sei se é ele ou não, mas o fato é que meu gato corre atrás dos carros miando e assim que ele foi castrado, o coloquei no gatil junto com as fêmeas (tenho algumas que ainda não foram castradas), mas o fato de vê-lo correndo atrás dos carros como um cachorro me fez pensar se não era esse molecão que veio como gato para continuar me fazendo feliz!

Eu, de tanto perder filhotes em todos esses anos que cuido deles (Meu primeiro resgate foi aos 8 anos de idade), aprendi a chorar, sofrer e ficar com aquela saudade e a lembrança dos momentos felizes que tive e proporcionei. Lembro de cada nome: Letícia, Pepito 1º, Shena, Rex, Dampy 1ª, Pepito 2º, Lassie, Lilica, Mel, Sany 1ª, Dampy2ª, Garota(essa era da rua, não era minha, mas veio me pedir socorro de madrugada e teve as filhotes no meu banheiro, é a mãe da Tika, Teka, Tuka e Tami, também morreu atropelada na mesma esquina que a filha) Tika, Sany2ª, Nick 1º, Nikiquinho(filho do Nick com a minha Cisy, nasceu com síndrome de down)… entre outros tantos.
Lí um livro, “ Os animais tem alma” onde aprendi que os animais são uma essência divina e que essa essência renasce assim que esse morre, outros voltam para as colônias para resgatar almas que não aceitam a morte e somente aquela essência pode faze-los querer evoluir. Claro que muitos que lerem isso vão achar um absurdo, mas seja ou não verdade, não sou eu quem vai afirmar, prefiro acreditar nisso, do que acreditar que um ser que me fez tão feliz irá virar pó e não ira nascer de novo como a Bíblia nos afirma.
A tristeza faz parte também de nossa evolução, eles vem nos fazer felizes e nos ensinar que as perdas são necessárias.
Lauri Sandra

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