Muitas vezes os recolhemos das ruas, ou nos apaixonamos por aqueles filhotinhos que vemos na casa de amigos ou parentes. Uma pequena parcela da humanidade, trata e cuida como se fosse um membro da família, outros os acham bonitinhos enquanto filhotes, depois acham que são estorvos, pois eles muitas vezes não nos permitem viajar tanto quanto queremos. Eu já deixei de ir para Curitiba uma vez porque ´perto da hora de pegar o ônibus, tive uma sensação ruim, eu sabia que tinha que ir em casa antes de viajar, chamei um moto taxi e corri para casa, e se eu não tivesse seguido meu coração, quando voltasse da viajem nunca mais eu me perdoaria. Quando cheguei em casa, minha fox paulistinha Laika, estava caída próximo ao portão com um corte no pescoço que a fez ganhar 8 pontos. Eu no primeiro momento liguei para o veterinário, depois enrolei minha blusa no pescoço dela para conter o sangramento então chamei um taxi e corri para a clínica. Porque? Era só o que eu pensava. Depois o Quem? E a raiva tomou conta do meu coração, mas a mionha aflição era maior, o medo de perde-la tomou conta de mim, eu ficava imaginando mil formas de torturar o filho da mãe que fez aquilo com ela. Quando o veterinário voltou, eu já estava com a cara inchada de tanto chorar, mas a notícia era boa, ela vai sobreviver! E se eu tivesse viajado? Eu tinha combinado com minha irmã dela ir em casa no dia seguinte, pois eu já tinha limpado tudo, colocado bastante água e comida, quando ela chegasse lá teria sido muito tarde. Graças ao meu bom Deus eu tenho essa ligação com meus filhos de 4 patas, eu sempre sinto quando algo vai acontecer ou aconteceu.
Hoje eles estão bem e bonitos, todos sobreviveram com a ajuda de um ser iluminado que já resgatou muitos bebezinhos e me orientou, e do irmão mais velho deles que os adotou e dormia junto com eles para esquenta-los.
A Laika sobreviveu, mas o infeliz que a machucou com um bambu, ele também sobreviveu, mas apanhou, ele teve a infelicidade de passar bebado no meu portão e mexer com ela enquanto eu estava lavando o quintal e confessou o crime, dizendo que da próxima vez ela não sobreviveria. ela latia mostrando os dentes, mas quando ele me viu, tentou correr e caiu no chão! Com a mangueira eu surrei ele, de um jeito que provavelmente a mãe ou o pai nunca haviam feito, e a esposa dele quando me viu batendo nele, correu em nossa direção e quando ele se levantou, ela o segurou para que eu batesse mais nele!
A Polly foi bem cuidada, muito amada pelo meu amigo Wagner, mas é claro que fica a tristeza e a saudade.
Eu, de tanto perder filhotes em todos esses anos que cuido deles (Meu primeiro resgate foi aos 8 anos de idade), aprendi a chorar, sofrer e ficar com aquela saudade e a lembrança dos momentos felizes que tive e proporcionei. Lembro de cada nome: Letícia, Pepito 1º, Shena, Rex, Dampy 1ª, Pepito 2º, Lassie, Lilica, Mel, Sany 1ª, Dampy2ª, Garota(essa era da rua, não era minha, mas veio me pedir socorro de madrugada e teve as filhotes no meu banheiro, é a mãe da Tika, Teka, Tuka e Tami, também morreu atropelada na mesma esquina que a filha) Tika, Sany2ª, Nick 1º, Nikiquinho(filho do Nick com a minha Cisy, nasceu com síndrome de down)… entre outros tantos.
Lí um livro, “ Os animais tem alma” onde aprendi que os animais são uma essência divina e que essa essência renasce assim que esse morre, outros voltam para as colônias para resgatar almas que não aceitam a morte e somente aquela essência pode faze-los querer evoluir. Claro que muitos que lerem isso vão achar um absurdo, mas seja ou não verdade, não sou eu quem vai afirmar, prefiro acreditar nisso, do que acreditar que um ser que me fez tão feliz irá virar pó e não ira nascer de novo como a Bíblia nos afirma.
A tristeza faz parte também de nossa evolução, eles vem nos fazer felizes e nos ensinar que as perdas são necessárias.
Lauri Sandra
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