domingo, 24 de fevereiro de 2013

Preparação em Caso de Desastres e Emergências


Animais-em-desastres-WSPA_219_tcm28-19896As emergências se apresentam em várias formas e podem requerer desde uma evacuação curta até uma evacuação permanente. Cada tipo de desastre requer medidas diferentes para manter seus animais seguros. O melhor que você pode fazer por você e seus animais é estar preparado.

Passo 1 - Consiga uma Etiqueta Adesiva para Alerta de Resgate

Esta etiqueta adesiva fácil de utilizar fará com que as pessoas saibam que existem animais dentro de sua casa. Esteja certo que estará visivel para os que trabalham com resgate e que inclua: 1) as espécies e quantidade de animais em sua casa; 2) o seu nome ou de pessoa responsável para contato; e 3) o número de seu telefone. Se tiver que evacuar com seus animais e se o tempo permitir, escreva "EVACUADOS" nessas mesmas etiquetas adesivas. Veja aqui um modêlo de etiqueta para você imprimir.
Passo 2 - Organize um Refugio Seguro
Organize um refugio seguro para seus animais em caso de uma evacuação. NÂO ABANDONE SEUS ANIMAIS. Lembre-se, se não é seguro para você, não será seguro para seus animais. Eles correm o risco de permanecer presos ou escaparem e serem expostos a numerosos perigos fatais. Leve em consideração que nem todos os refugios para desastres aceitam animais, por isso mesmo é muito importante que tenha determinado antecipadamente aonde deixará seus animais:
- Obtenha uma lista de locais para hospedagem.
- Consulte seu alberque local para animais se o mesmo proporciona refugio em caso de emergencias.
- Identifique os hotéis fora de sua região e que aceitem animais.
- Pergunte a seus amigos e familiares que estejam fora de sua região se estão dispostos a cuidar de seu animal.

desastres com animais

Passo 3 - Kit de Emergência e Suprimentos para viagens

Mantenha suas mochilas de evacuação, kits e suprimentos de seus animais em seu fácil alcance. Assegure-se que todos de sua familia saibam onde está. Estes suprimentos devem estar etiquetados claramente e serem fáceis para carregar. Os artigos que devem ser considerados para levar ou estarem próximos de seu kit incluem:
- Farmácia de primeros socorros para animais e uma guia (pergunte também a seu veterinario o que incluir).
- Um kit para 3-7 días de comida enlatada (abre fácil) ou ração seca (esteja certo de trocar esse kit a cada dois meses).
- Bandejas sanitárias descartáveis (as bandejas de aluminio são perfeitas).
- Areia, toalhas de papel ou jornal.
- Sabão líquido para pratos e desinfetante.
- Sacos de lixo descartáveis para limpeza.
- Comedouros para os animais.
- Guias extras e coleiras (nota: as guias são recomendadas por questão de segurança).
- Fotocópias dos registros médicos e um recipiente impermeável com um estoque para duas semanas de qualquer medicamento que seu animal necessite (Lembre-se, os alimentos e medicamentos devem ser trocados de seu kit de emergência caso contrario poderão estragar ou perder a validade).
- Garrafa de água, para ao menos uma medida para 7 días para cada pessoa e animal (guarde-a em um lugar fresco, seco troque-a a cada dois meses).
- Uma bolsa de viajem, caixa de madeira ou caixa de transporte resistente, caso seja possível, tenha uma para cada animal.
- Lanterna e pilhas.
- Cobertor (para acolher em seus braços um animal assustado).
- Fotos recentes de seus animais (em caso de separação e necessidade de imprimir cartazes de "Desaparecido").
- Especialmente para gatos: Fronha, brinquedos e areia higiênica.
- Especialmente para cães: coleira, guia de grande extensão e fecho de segurança para contensão, brinquedos e brinquedos para mascar, cobertores para gaiolas ou caixa de transporte.
- Certamente deverá ter também uma farmácia de emergência para os membros de sua família. Estão incluidos também: pilhas, fita isolante, lanterna, radio, ferramentas múltiplas, lona, corda, marcador permanente, tinta spray, lenços umedecidos, roupas e calçados de proteção, dinheiro extra, apito de emergência, números de telefone importantes, medicação extra e cópias de informações médicas e de seguros.
Passo 4 -  Eleja "Cuidadores Designados"
Este passo tomará muito de seu tempo e bastante reflexão. Quando escolher alguém para cuidar de seu animal temporariamente, considere alguem que seja de extrema confiança e viva próximo de sua residencia (atenção: morar próximo à sua residencia não servirá óbviamente para o caso de evacuação, nesse caso deverá ser alguém que resida em outra região). Deverá ser alguém que em geral esteja em casa durante o dia, enquanto você está no trabalho, ou tenha fácil acesso à sua casa. Você deverá entregar um conjunto de chaves para esta pessoa confiável. Isso pode funcionar bem com os vizinhos que têm seus próprios animais de estimação, você pode até mesmo trocar responsabilidades, dependendo de quem tenha acesso.
Quando for selecionar um cuidador, deverá considerar outros critérios. Esta é uma pessoa a quem estará encarregando o cuidado de seu animal no caso de algo acontecer a você. Quando escolher esse "pai ou mãe adotivo", considere as pessoas que tenham conhecido seu animal e que tenham experiencia em cuidar de animais. Não esqueça de explicar sobre as suas expectativas com essa pessoa designada, para que a mesma compreenda a grande responsabilidade que será cuidar de seu animal.
Passo 5 - Preparação para uma evacuação
Se tiver de evacuar sua casa durante uma crise, tnha um plano para o pior caso. Caso ache que vá se ausentar por um dia, assuma que não poderá regressar por várias semanas. Quando forem anunciadas recomendações para evacuar, sigas as informações dos responsáveis oficiais locais e estatais. Para minimizar o tempo de evacuação, siga estes passos:
- Mantenha um kit para emergências, guias e coleiras o mais próximo de uma saída.
- Assegure-se que todos os animaiss estejam utilizando coleiras e plaquetas contendo identificação atualizada. A plaqueta de identificação de seu animal deverá conter o seu nome, numero de telefone e qualquer necessidade médica que seja importante. Esteja certo de escrever o nome de seu animal, seu nome e informaçõe de contato na caixa de transporte.
- É recomendável colocar un microchip em seu animal como una forma mais permanente de identificação. O microchip é implantado na área do ombro do animal e o mesmo pode ser lido através de um scaner.
- Sempre mantenha seus animais dentro de casa ao primeiro sinal ou advertência de um temporal ou qualquer outro desastre natural. Os animais podem se desorientar e perder o sentido de direção durante uma crise.
- Pense em sua rota de evacuação e mantenha-se informado para fazer arranjos para manter seu animal de estimação fora da zona de perigo no primeiro sinal de desastre.
Passo 6 - Considerações Climáticas e Geográficas
Você vive em uma área que é propensa a catástrofes naturais, como tornados, terremotos o inundações? Em caso positivo, deve planificar segundo cada caso.
Determine bem e com antecipação quais locais são refugios seguros. Esses locais devem estar livres de perigos como janelas, escombros trazidos pelo ar, etc.
O acesso a água fresca é muito importante. Nas áreas que se pode perder a eletricidade, encher banheiras e pias com antecedência para garantir que você tenha acesso a água durante uma falha de energia ou outras crises.
Em caso de inundações vá ao lugar mais alto de sua localização, ou a uma construção que tenha aceso a patamares altos, aonde seus animais possam refugirar-se.
Se os responsáveis oficiais pela emergência recomendarem que permaneça em casa, é importantissimo que mantenha seus animais ao seu lado. Mantenha seu kit de evacuação e primeiros socorros ao alcance de suas mãos. Seus animais podem estressar-se durante o enclausuramento em casa, por essa razão e dependendo da circunstância você pode mante-los em gaiolas ou caixa de transporte por segurança e comodidade.
Considerações Especiais para Pássaros
- Os pássaros devem ser transportados em uma caixa de transporte ou gaiola de viajem segura.
- Em clima frío, asegure-se de colocar um cobertor sobre a gaiola de seu animal. Isso também irá ajudar a reduzir o estres de viajar.
- Em clima quente, leve uma garaffa borrifadora para umedecer periodicamente as penas de seu pássaro.
- Tenha fotos recentes disponiveis e coloque ou mantenha as anilhas de identificação de seu pássaro.
- Mantenha a gaiola em uma área a mais tranquila possível.
- Artígos para manter ao alcance das mãos: toalha pesada, manta ou toalha para cobrir a gaiola.

Resgate-de-Cavalo-Vale-do-Cuiba_219_tcm28-19901

Considerações Especiais para Répteis
Uma cobra pode ser transportada dentro de uma fronha, mas você deve ter uma habitação permanente e segura para ela quando chegar a um lugar seguro.
Pegue uma tigela resistente que é grande suficiente para o seu animal de estimação mergulhar dentro. Também é uma boa idéia levar uma almofada de aquecimento ou outro dispositivo de aquecimento, como uma garrafa de água quente.
Lagartos podem ser transportados como aves (ver acima).
Considerações Especiais para Animais Pequenos
Pequenos animais, como hamsters, camundongos e cobaias devem ser transportados em segurança com vasilhas de comida, cama e comida.
Itens para manter a mão: comedouro, roedor, bebedouro, garrafa de água extra, caixa de esconder pequena ou tubo, forração de cama para uma semana.
Tradução e adaptação: Tribuna Animal

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CAMPANHA PERMANENTE DE RAÇÃO - Gatinhos da Aldeia Indigena do Jaraguá



Oi amigas, eu estava lendo a Tribuna animal e vi essa campanha, então decidi ajudar como posso, com a informação, é claro que muitas pessoas podem ajudar mais, com dinheiro, ração, medicamentos, algum veterinário pode se dispor a ir até lá para ver os gatinhos. 


AJUDE-NOS A AJUDAR!



Fonte: Tribuna Animal - The News - Rotator

LEISHMANIOSE - Combate falho faz com que leishmaniose mate mais que dengue

Especialista diz que Poder Público não tem política eficaz para controlar o mosquito transmissor da doença, que nos últimos 11 anos matou mais gente do que a dengue em Mato Grosso do Sul
LEISHMANIOSEO Brasil é um dos poucos países no mundo que adota a prática da eutanásia, ou o sacrifício de cães, para controlar a doença leishmaniose visceral (órgãos internos são atacados) transmitida pelo Lutzomyia longipalpis, espécie de mosquito-palha. Porém, tal prática vem sendo questionada pela comunidade científica, que, baseada em dados, vem apontando a ineficácia da ação. Um destes especialistas, e defensor do tratamento em cães diagnosticados com a doença, é o advogado e médico veterinário André Luís Soares da Fonseca, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Fonseca, assim como outros que defendem o tratamento, não é contra o sacrifício dos animais nas situações onde não há mais alternativa, e sim contra a eutanásia obrigatória, imposta compulsoriamente. Por isso, em 2006 ele entrou com uma ação contra a eutanásia dos cães. Em entrevista ao Campo Grande News, André Fonseca diz que de 1998 para cá foram sacrificados em Campo Grande mais de 500 mil cães e não existe evidência alguma de que estas mortes tenham contribuído para a diminuição do número de casos. Levantamentos mostram que a doença, que antes se limitava a zona rural, começou a invadir grandes regiões, incluindo Campo Grande, ao lado de Belo Horizonte (MG), Bauru (SP) e Araçatuba (SP).
Dados do SINAN (Sistema Nacional de Notificações de Agravos), do Ministério da Saúde, mostram que de 2000 a 2011 a leishmaniose provocou 2.609 mortes em todo País, enquanto a dengue causou a morte de 2.847 pessoas. Mas em nove Estados, a doença leishmaniose matou mais do que a dengue, incluindo Mato Grosso do Sul (juntamente com o PA, TO, MA, PI, CE, PB, BA e MG). Em Mato Grosso do Sul, no período apurado, a dengue provocou a morte de 65 pessoas, enquanto que a leishmaniose causou 194 mortes.
Além de defender o tratamento nos casos em que ainda é possível, Fonseca se mobiliza juntamente com uma vasta rede espalhada pelo País para que o Ministério da Saúde comece a combater de forma eficaz, com políticas públicas, o vetor da doença, o mosquito-palha. Mineiro de Uberlândia, Fonseca formou-se em Veterinária na Universidade Federal de Minas Gerais, tem mestrado pela USP e está concluindo também pela USP o doutorado. Desde 1991 ele é professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde leciona Imunologia e Direito Ambiental.
A seguir, os principais trechos da entrevista:

Campo Grande News - Como o senhor iniciou sua luta em defesa do tratamento dos cães com o diagnóstico da doença e contra a eutanásia obrigatória?
André Luís Soares da Fonseca - Em 2006 eu propus a primeira ação pública na Vara da Fazenda Pública pedindo a suspensão da eutanásia. A primeira instância não deu provimento, mas no Tribunal de Justiça ganhamos por unanimidade para suspender a eutanásia de cães e fazer os devidos exames. O Ministério da Saúde recorreu e o processo foi para a Justiça Federal. Como eu sou funcionário federal [professor da UFMS], não posso militar contra a União e o processo está agora com outros advogados. A sentença desse processo está para sair desde 2009.
Campo Grande News – No último dia 16, o Tribunal Regional Federal, da 3ª Região, derrubou portaria que proibia tratamento dos animais. Mas o Conselho Federal de Medicina Veterinária mantém a proibição.
André Fonseca – Para o Conselho, a portaria [nº 1.426, de 2008] dos ministérios da Saúde e da Agricultura [proíbe o uso de medicamento humano contra a doença] é um documento que deve ser seguido. Só que portaria não é documento, é ato público, individual e administrativo. É um ato interno e não tem efeito legal. A portaria diz que não pode fazer o tratamento usando droga de uso humano. Mas não existe droga de uso humano e uso animal. A droga é a mesma: se empacota com o nome “uso humano” e se empacota com o nome uso “animal”. Não age sobre o organismo da pessoa, age sobre o parasita. A justiça entendeu que uma portaria não pode proibir. Tem que ser por meio de lei. Chamamos isso de inconstitucionalidade reflexa, ou seja, uma norma inferior não pode ir contra uma norma superior. Portaria é uma designação de autoridade para seus comandados. No próximo ano vou lutar por uma vaga no Conselho Federal. Vamos montar um grupo. A justificativa deles é que não existem resultados científicos, que o tratamento não cura. Eles querem um tratamento com cem por cento de cura. Isso não existe. Não existe nenhuma droga com cem por cento de cura.
Campo Grande News - Foi aberto algum processo contra o senhor por parte do Conselho?
André Fonseca - Se tiver denúncia o Conselho abre processo administrativo. Provavelmente vou ser denunciado. Estou nessa briga, mas não tem problema, minha vida é essa. Há dez dias propus uma ação para não ser punido pelo Conselho e estou esperando a decisão do juiz. Estou tratando e não quero ser punido. É uma briga de ideal, não estou preocupado com minha situação de veterinário, estou preocupado é com a saúde humana. Isso que está sendo feito não está funcionando e o pessoal está passando uma imagem de que funciona.
Campo Grande News - O senhor defende o combate ao vetor, que é o mosquito transmissor da leishmaniose.


ImageAndré Fonseca – Eles entendem que tratar cachorro não é problema de saúde pública. Só que a leishmaniose é uma doença vetorial. Igual a dengue. Se uma pessoa está com a dengue, a interpretação é a seguinte: tenho mosquito da dengue em casa. Se não controlar o mosquito da dengue [o Aedes Aegypti], vou ter a doença na minha casa. A leishmaniose é a mesma coisa. É uma doença infecciosa, transmitida pelo mosquito [Lutzomyia longipalpis]. Meu cachorro está lá na minha casa, ele está me dizendo: peguei a doença porque no seu quintal tem mosquito contaminado. Eu estou doente e se você não fizer alguma coisa também vai ficar. Então o que você faz? Vai lá e mata o cachorro. A saúde pública não vai ao quintal, não faz a desinsetização. Eles falam que fazem isso, mas não fazem. A recomendação do Ministério da Saúde é só usar o inseticida se houve casos humanos. Se você tiver mil cachorros com a doença na sua rua, não pode usar inseticida.
Campo Grande News -
Por que isso acontece?
André Fonseca - Existe um conceito pré-estabelecido que os cachorros são portadores porque os exames são fáceis de fazer. Eles vão duas vezes por ano e tiram o sangue do seu cachorro. Não tiram sangue de você, dos seus filhos. O exame mostra se o animal realmente está contaminado. É um teste de pele, tira um pedacinho da pele do animal ou do ser humano e faz o exame e vê se tem lá um parasita presente. No cachorro você dá uma anestesia e tira um pedacinho de pele. Se fizesse isso no ser humano mostraria que ele tem [o parasita].
Campo Grande News - Como foi que a doença chegou ao Estado?
André Fonseca - É outro conceito errado. Dizem que chegou ao Estado por causa do gasoduto. É mentira. Trabalho científico mostra que no Estado existe leishmaniose descrita desde 1936, com casos de seres humanos doentes. É uma doença negligenciável. Veio pela estrada de ferro de Corumbá. Trouxeram trabalhadores do Nordeste e os homens vêm contaminados pelo parasita. Chegam aqui, encontram o mosquito e começam a disseminar a doença
Campo Grande News - Como ocorre a disseminação da doença?
André Fonseca – Quem tem a doença em curso, dependendo dos sintomas, vai apresentar quantidade X de parasitas na pele. O animal ou ser humano podem não apresentar sintomas, mas cinco por cento daqueles que têm a doença não apresentam sintomas, são assintomáticos, não apresentando sintomas, e tem o parasita na pele. Parte da população não desenvolve a doença, parte desenvolve sintomas discretos, e outra parte é extremamente sensível. Isso é em qualquer tipo de doença, até câncer. Outro fator grave, é que a leishmaniose é doença de transmissão vertical. A cadela contaminada pode parir animais doentes. É o que acontece na AIDS. De cada três partos de mulher com HIV positivo, só um nasce com HIV. Mas o HIV pode ser passado.
Campo Grande News - Quanto tempo leva para a contaminação?

André Fonseca –
Da picada do mosquito a alguém contaminado a transmissão leva quatro dias. Nesse período os parasitas se multiplicam. A autonomia de vôo do mosquito é de 200 metros a 2 quilômetros. Ele é muito pequeno e é levado pelo vento. Tem que pensar em leishmaniose como se pensa na dengue, no controle do vetor. O problema é que faltam estudos de base para identificar qual o período que aparece o mosquito, qual o comportamento, quais são os momentos que tenho que fazer o controle. Em Campo Grande tem duas leishmanioses: a visceral e a tegumentar, que causa uma úlcera na pele, só na ferida vai ter o parasita. Diferentemente da visceral que pode ser em qualquer parte. Irá depender dos sintomas: quantos mais sintomas mais parasitas. A sorologia confunde porque não existe exame que diferencia.
Campo Grande News - O que a saúde pública poderia fazer?
André Fonseca - Falta política inteligente de saúde pública. Quando falamos de controle de vetor [o mosquito], o pessoal da saúde pública acha que o controle é sair passando veneno dez vezes por dia. Não é isso. Não vai funcionar. A primeira coisa a fazer é um levantamento entomológico. Entender qual é o comportamento, qual o período do ano em que tem mais mosquito da leishmaniose. O mosquito tem uma temperatura ideal, umidade e clima ideais. Eles crescem bem em 26 graus, que é a temperatura média de Campo Grande. Campo Grande é o habitat natural porque tem a temperatura ideal do mosquitinho.
Campo Grande News - Basicamente o senhor defende tratamento no animal e a melhor detecção da doença.
André Fonseca - Que o ministério adote medida técnicas, científicas e eficazes. Faz dez anos que eles matam cachorros em Campo Grande sem resultados. O que a gente pede em juízo é isso: você está falando que funciona, então mostra. Matou duzentos cachorros e a doença diminuiu. Se você falar isso não vou ter argumento, agora se você mata 20 mil e o número de casos aumenta, eu vou discutir.
Campo Grande News – O senhor já conversou com alguém na Secretaria de Saúde?
André Fonseca - Quero conversar com o novo secretário. Vamos pegar um bairro e fazer a sorologia nas crianças. Vou dizer: você vai parar de matar cachorro e vamos fazer tratamento precoce e levantamento entomológico. Estudar o comportamento do mosquito, saber qual o período do ano que aparecem mais em Campo Grande. A gente não sabe isso. Se soubesse qual o período principal, onde estão os ambientes, poderia fazer uso eficaz do repelente. Em Santa Catarina tem um trabalho muito interessante. Lá tem outra leishmaniose, que não é a visceral, é a tegumentar. Fizeram o levantamento e descobriram que tinha uma grande quantidade de mosquito na primeira quinzena de fevereiro, nos outros meses não, desapareciam. Então o que fizeram? Borrifaram apenas nesse período.
Campo Grande News - O senhor dispõe de dados de Campo Grande fornecidos pela saúde pública?
André Fonseca – Esse é o problema. A saúde pública não libera estes números porque os dados são contra ela. Ela esconde os dados verdadeiros. Existe um calculo feito por um profissional da área que em Campo Grande, desde 1998, já foram eutanasiados mais de 500 mil cães.
Campo Grande News - Com a justificativa da leishmaniose.

André Fonseca –
Exatamente. Com essa desculpa eles matam 500 mil.
Image Não estamos contra a Secretaria de Saúde. Acontece que saúde é obrigação de Estados, Municípios e União. Não existe hierarquia em saúde pública. A União não manda no Estado e os municípios podem fazer o que quiser. Mas chega a União e diz: Município, vocês estão com um problema de leishmaniose e eu tenho um programa legal. É o seguinte: vou te dar 10 ambulâncias, hospital, laboratório, mas vocês têm que matar cachorros. Tudo bem? Tudo bem...Campo Grande não é obrigado a fazer isso, mas ela optou porque ninguém quer gastar dinheiro com isso. Nossa briga é contra o ministério porque isso não funciona. O que está acontecendo é crime ambiental. Nosso foco não é proteger o cachorrinho, pra deixar a pessoa doente. Estou querendo fazer a coisa certa. A ciência mostra que não funciona matar o cachorro e só o Brasil faz isso. Se todo mundo está fazendo o contrário, alguma coisa está acontecendo. Ou nós temos a verdade e o mundo não tem; os ingleses, franceses, portugueses não sabem de nada. Nós sabemos a verdade, ou então a gentes está errado.
Campo Grande News - Sem o acesso a estes dados, qual é o caminho?
André Fonseca - Por meio de ações. Se o senhor está falando que eu estou fazendo errado, mostra os seus dados. O senhor tem informações que eu não tenho. Na ação de 2006 pedi para que se junte aos autos as provas. Matar cachorro funciona? Quantos mil você já matou e qual foi a redução nos casos? Tenho outras ações pedindo para fazer importação de medicamentos para tratamento. Faço um trabalho voluntário, atendo os animais nas casas das pessoas.
Campo Grande News - Na ação que o senhor propôs qual foi à argumentação do poder público?
André Fonseca – Eles falaram que faziam o controle com inseticida. Então eu disse: junte ao processo as notas fiscais que mostram que você está recebendo inseticida. Os trabalhos científicos mostram que para cada caso humano que aparece na cidade, você tem 480 casos caninos. A pergunta é: Por que o cachorro fica tão doente? É porque ele é de comportamento externo. Você entra na tua casa, fecha a porta e ligar o ar ou o ventilador, e o mosquito não gosta de vento. O cachorro fica lá fora, está sendo picado o dia inteiro. Nem todos os cachorros ficam doentes. Em alguns a doença fica incubada e pode levar de dois a oito anos para manifestar a doença. Lá no futuro, a fêmea incubada vai parir cachorros contaminados.
Campo Grande News - O principal problema é a falta de detecção da doença?
André Fonseca - É a falta de diagnóstico médico. A história da leishmaniose é a seguinte: uma simples febre numa criança por falta de um diagnóstico correto pode ser tratada inicialmente com um paracetomol. Periodicamente a febre reaparece e daí se prescreve outro medicamento. Dois anos depois de iniciados os episódios de febre, a criança é internada em estado grave. E o pessoal descobre que é leishmaniose. Levou dois anos para descobrir. Tem um teste no posto de saúde que pode ser feito. Fura o dedo e o resultado sai em vinte minutos. O custo para o Poder Público é de dez reais. O sintoma clássico é uma febre que não cede. Não é uma febrona. É uma febre longa, que dura quatro ou cinco meses. Qual é o sintoma na criança? Uma febre, a criança fica chata, não dorme, o sono não é reparador. Dorme e acorda, chora, não consegue descansar. Vai causar alterações, o aumento do fígado, do baço, esse é o sintoma.
Campo Grande News - Se não tratar, em quanto tempo pode matar?
André Fonseca - Varia muito. Os trabalhos científicos mostram que quem mais morre é o homem mais velho, acima de 50 anos. É que o homem só vai ao médico se tiver muito ruim. A doença ataca o baço, fígado, os rins, e morre no final de sangramento. Pode morrer entre seis meses e dois anos. Se a doença for identificada a tempo, tem cem por cento de cura.
Campo Grande News – Estudos mostram que o cachorro pode ser o principal, mas não é o único reservatório da doença.
André Fonseca - Em Campo Grande a população é estimada em 135 mil cães.
Principal problema é a falta de diagnóstico médico Destes, aproximadamente 28 mil cães têm leishmaniose. Mas a leishmaniose não é doença do cachorro. É doença de mamífero que tem a doença. O ser humano, gato, cavalo, capivara, os quatis do Parque dos Poderes. Tem um trabalho interessante na Itália. Eles pegaram 400 ratos de rua e 30 por cento deles tinham a leishmaniose. Em Madri [Espanha] houve um surto da doença e descobriram que o agente tinha sido a lebre. Lá tem muitos parques, e as lebres estavam todas contaminadas. Então, o Ministério da Saúde passa a informação errada. O tratamento para leishmaniose existe em todos os países, menos no Brasil, que opta por fazer uma coisa diferente, que é matar os cães. Não vai funcionar.
Campo Grande News - O que fazer quando se descobre que o animal foi infectado?
André Fonseca – Você tem duas opções. Ou faz o tratamento ou faz a eutanásia. Não somos contra a eutanásia. Somos contra a obrigação de fazer a eutanásia. Em 2008 ligaram de uma rádio e disseram: doutor, um senhor de 83 anos, viúvo, tinha três cachorrinhos. O CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] foi lá e matou os cachorrinhos que estavam com leishmaniose. Passou quatro dias e esse senhor apareceu morto. Tente explicar isso, o caso virou uma tragédia. Isso não conta nas estatísticas. Tem outra coisa. A Lei Federal 569 de 1948, no artigo primeiro, diz que, se por motivo de saúde pública for determinada a eutanásia, o dono do animal deve ser indenizado. É o que eu também peço na ação. Quer matar, mata, mas vamos agora estabelecer o valor da indenização. Minha cachorrinha dorme na minha cama, qual o valor da indenização? Quero 300 reais. Esse valor multiplicado por 20 mil dá seis milhões de reais por ano de indenização. Eles não fazem isso, mas está na lei.
Campo Grande News - Como é feito o tratamento?
André Fonseca - O tratamento é simples. Dois comprimidos por dia, não dura menos de dois anos. Só depois de dois anos o animal começa a negativar, você faz a prova e o animal não apresenta mais sorologia positiva. O custo do tratamento vai depender do tamanho do animal. Com um da raça Pinscher, animal de dois quilos, você gasta 20 reais por mês. Já um Pit Bull, o gasto é de 60 reais por mês. Também existem vacinas em dose dupla, que tem efeito terapêutico. Tem que se ressaltar que a leishmaniose não é contagiosa. Não pega por contato. Criou-se um preconceito.
Campo Grande News – Até quando é possível fazer o tratamento no animal?
André Fonseca - A leishmaniose mata o animal por lesão hepática. Tem que fazer o exame bioquímico para avaliar qual a resposta que o animal está dando. Respondendo bem, vai tratar o animal. Agora, tem animal que não responde. Nesse caso recomenda-se a eutanásia. Já está com lesão instalada que é irreversível. Nossa discussão é ética. Se tem tratamento, pode tratar. Se não tem tratamento, acabou a história. Nosso entendimento é jurídico. Também tem a Lei 9.605, de Crimes Ambientais. O artigo 32, que trata de Crimes e Maus Tratos, diz que se você vê um cachorro sofrendo e não faz nada, isto é crime ambiental. Se o cachorro está doente, minguando, e não faz nada, é crime. Nossa questão é ética. Somos contra a eutanásia obrigatória. Não pode matar o animal sadio.
Campo Grande News - Essa discussão mobiliza várias partes do País.
André Fonseca – Estamos em contato com vários profissionais. Tenho facilidade por ser advogado e veterinário. A gente orienta, coordena. Tem gente que liga de várias partes do Brasil pedindo orientação. Eu mando a ação para ele propor para o advogado dele. Mandamos carta para a Organização Mundial da Saúde fazendo denúncias do que está acontecendo no Brasil. Estamos nos mobilizando. Não adiante propor uma ação, tem que fazer uma mobilização nacional. Isso acontece em Araçatuba, Brasília, Belo Horizonte. Em Brasília é pior ainda porque a doença é no Lago Sul, onde moram senadores, deputados, ministros, e eles não deixam entrar. Esta mobilização está acontecendo no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, no Nordeste, principalmente em Sergipe. Estamos montando uma rede muito grande. Estamos fazendo nova ação contra o ministério da Saúde por crime ambiental, com multa de 50 milhões de reais por usarem esta sorologia. Trinta advogados vão assinar esta ação, no mínimo, pra poder fazer uma pressão violenta contra o ministério.
Fonte: Tribuna Animal
Foto: Carlos Martins

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A MORTE DE MEL!!!

 No dia 27/01/2013, a minha Mel me deixou, e saibam que essa tristeza e a culpa não vai me abandonar nunca! Eu preciso desabafar!!!
O pior é que eu tenho quase certeza que a minha Mel foi erro da veterinária! Só não tenho como provar!


DSC04313




Ela estava bem, tinha ido ao Pet, tomado banho, feito tosa higiênica, cortado as unhas, dai, ela foi atrás da minha sobrinha e se perdeu, acho que passou uma noite na rua, minha filhinha tinha tomado as vacinas e tava com febre, então justo essa noite eu passei em claro com Cecília e não fui dar boa noite pra eles, quando minha mãe acordou e foi lá fora, chamou e nada da Mel, ela me acordou e eu sai de pijama pra rua atrás dela, um vizinho ficou com dó de mim, pois tenho asma e na hora do nervoso tava quase entrando em crise, ele saiu de carro e a encontrou pra mim, ela estava acuada em um terreno baldio, toda molhada, acho que algum cachorro pegou ela, trouxe pra casa, dei um banho morno, sequei ela, e percebi que ela não tava bem. 
 Fim de semana, a veterinária deles não trabalha fim de semana, só tem uma na cidade, levei ela lá e ela me disse que tinha que fazer uma cirurgia, pois era infecção no útero, eu disse que ela tinha comido e tomado bastante água, mas deixei ela lá com dor no coração, eles me disseram que iam deixa-la em observação e que ela só voltaria pra casa quando estivesse se alimentando sozinha, eu disse pra Mel que ela ia ficar bem, e que eu iria busca-la pra levar pra casa, eu prometi que ela voltaria pra casa comigo. Isso foi ao meio dia, as 15:00 a veterinária ligou e me disse na maior frieza que ela não aguentou a cirurgia e teve uma parada cardíaca, eu fui buscá-la e a trouxe pra casa comigo, mas não era assim que que queria, ela me deu a Mel amarrada numa sacola! 
Sinceramente, essa veterinária não tem coração, eu abri a sacola e chorei, chorei muito e estou chorando ainda, porque meu coração sabia que eu não devia tela deixado lá, mas a razão disse que ela iria ficar bem, pois precisava de ajuda de quem entendia e não de uma leiga como eu! Desculpa o desabafo, eu precisava soltar isso da minha garganta, do meu peito, pois acho que vou estourar! Agora a casinha dela está assim, vazia e o pratinho de ração ali, ao lado, mas ela não vai voltar, dia de tirar isso dali e encarar a realidade. A saudade pelo menos, você mata nas fotos, mas e a culpa! Como a gente faz pra matar do peito a culpa que tá me matando!?


Se alguém tiver a receita disso, por favor, me ajude! Hoje, 20/02/2013, levei pra castrar a minha Cissy, meu coração ficou disparado, tive que usar minha bombinha pra não ter uma crise asmática, meu coração disparou mais ainda quando o telefone tocou, foi como no dia 27/01, eu atendi, e, graças à Deus, minha Cissy está bem, já está em casa, já comeu, tomou água, só arrancou o curativo, mas coloquei aquele colar nela e ela tá mais calma agora que passou totalmente a anestesia. Por isso que eu digo, quando você confia no trabalho de veterinários que não estão apenas pra ganhar dinheiro, mas sim porque os amam! Eu devia ter esperado, mas como disse a Daniela no facebook para mim, se eu tivesse esperado e ela tivesse morrido, eu estaria pior agora, eu fiz o que nós sempre fazemos, colocamos nossos amigos em mãos de pessoas que estudaram e se especializaram nisso, mas gente, um conselho, entregue nas mãos de quem os ama também. Por isso e por toda a ajuda que tenho recebido, Angela, Anderson e Cris, muito obrigada, espero que na casa nova vocês possam fazer muito mais por nossos amiguinhos que não tem mais ninguém além de nós. Em breve aqui uma matéria sobre o novo endereço do Patas & Cia Veterinária.

Lauri Sandra

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

ANTES DE ADOTAR–PENSE EM TUDO–ADOTE COM RESPONSABILIDADE

DIÁRIO DE UM CÃO - Muito lindo e importante para conscientizar as pessoas que adotam com leviandade.

Vendo uns vídeos no youtube, achei esse diário de um cão muito interessante para postar. Muitas pessoas querem adotar um filhote para seus filhos e os acham muito lindos, mas não pensam no futuro dos cães, ELES CRESCEM, e se você não souber educá-los, o trabalho com eles vai ser maior.
O que mais me deixa revoltada, é que essas pessoas que adotam no momento, depois que o cãozinho cresce,jogam ele na rua e vão atrás de outro filhote e acabam cometendo o mesmo erro. Isso também é maus tratos, deve ser punido. Quem adota e depois joga na rua, deve ser punido com a lei, processado e se necessário, se isso for uma atitude sucessiva, deve ser preso sim. O abandono é cruel, não adotem um ser indefeso e depois se arrependam e os jogue na rua, faça o possível para que outra pessoa o adote então, de uma vida digna, o cão era seu amigo quando filhote? Não, ele será seu amigo para sempre, faça de tudo para que ele viva bem, lembrem-se que um animal pode viver 15, 20 anos ou mais, então, cuide com carinho e faça com que a vida de seu amigo seja maravilhosa pelo tempo que ele viver ao seu lado. Eu garanto, serão anos de muita fidelidade, amizade, carinho e cumplicidade, mas o principal, serão anos de muito amor de dedicação. Lembrem-se disso:
ADOTAR É UMA RESPONSABILIDADE SOCIAL E PRINCIPALMENTE UMA ATITUDE DE AMOR.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

MAUS TRATOS A CADELA POR VETERINÁRIO EM PIRACICABA.

PESSOAL ,OLHA O QUE ACONTECEU COM ESSA CACHORRINHA EM PIRACICABA-SP!
QUE ABSURDO! LEIAM COM ATENÇÃO!!

Descaso, essa é a palavra que define essa situação!



Ivoni Oliveira Ferreira é residente do Bairro Lago Azul e trata de uma cachorra de rua há aproximadamente 8 meses, que encontra-se em um terreno em construção ao lado de sua casa, sendo que esta cachorrinha em questão, há 4 meses deu cria à 8 filhotinhos, sendo 6 doados pela própria Ivoni e 2 ( fêmea e macho) foram buscados pela Prefeitura de Piracicaba na quinta feira (31/01) ,e de acordo com o que funcionários da Prefeitura que foram buscar os filhotinhos, eles não poderiam levar a “mãe” devido à lotação do canil, então foi sugerido a castração do animal, pois bem, foi feito o pedido, buscaram a cachorra na sexta feira (1/02) no período da manhã e trouxeram-na a tarde, onde foi deixada no mesmo local que ficava: no terreno, com curativo e a orientação era passar Rifocina quando saísse o curativo. No ultimo domingo, 3, Ivoni percebeu que o curativo estava caindo, a cachorra estava com febre, e saia uma água amarela, pus, do corte que estava ABERTO, ou seja, não foi dado ponto algum na cirurgia.
O que dizer para um “veterinário” que faz um serviço porco desse? Ou melhor, como chamar uma pessoa dessa, que deveria ter amor aos animais, açougueiro?
Tanto se diz a respeito de amor aos animais, "não à maus tratos", e uma situação desta não pode deixar de ser exposta, muito menos de expressarmos nossa indignação.
Então, Ivoni levou à cachorra na veterinária Dra. Patricia Bruna Castelari do Amaral no distrito de Artemis, mas como já havia muito tempo da cirurgia, dar pontos no local seria um trabalho perdido, pois a rejeição seria certa, por isso foi feito um curativo para que a cicatrização ocorresse de dentro para fora, e também deveria ser usado com uma roupinha cirúrgica, além disso o animalzinho foi medicado com Antibióticos e pomada.
Neste período, Ivoni deixou a cachorrinha em sua casa, para melhor cuidar e atender as necessidades do animal, fazendo curativo todos os dias, até que na ultima quinta feira, 7, ao voltar do trabalho a moça percebeu que havia um “pacote” na barriga do animalzinho, quando tirou a roupinha cirúrgica e o curativo, viu que a “barrigada” da cachorra estava pra fora, ou melhor, SUA BEXIGA ESTAVA VISÍVEL!
Imediatamente, Ivoni levou-a para a veterinária, onde a cachorra encontra-se internada, todos os custos estão sendo pagos por pessoas como a minha mãe Mary Denadai, Neide Regina A. Ramalho outras que não se conformaram com a situação de descaso, e que principalmente amam esses bichinhos.
Em contato com o veterinário Dr Luiz Gustavo Lauriano CRMV 19.241 do Centro de Controle de Zoonoses, ele disse saber de toda a situação, com total ironia, contudo, disse que foi dado ponto e que o animal deveria estar com um colar cirúrgico, entretanto não contava na receita que seria necessário o uso do colar ou de qualquer outro medicamento, mas conforme o veterinário, se é que podemos chama-lo assim, disse que o animal foi medicado antes de ser devolvido... Mas quanto dura o efeito de um antibiótico? Segundo o mesmo, ele deu um antibiótico com efeito de 5 dias, até um leigo sabe que antibióticos fazem efeito por 12h. QUE BELO PROFISSIONAL, deveria rasgar essa merda de diploma e jogar no lixo DOUTOR!
Segundo Luiz Gustavo, são realizadas 7.000 castrações por mês, esse numero deveria ser muito menor enquanto que a qualidade deveria ser MUITO maior, que vocês não tratem com descaso e não façam um serviço de açougueiro, como fizeram com a cachorrinha em questão.
Estamos na torcida e fazendo o possível, dando todos os medicamentos necessários, e principalmente - amor para esse animalzinho indefeso que não merecia tanto descaso, a cachorrinha encontra-se internada e tomando muito soro em uma clinica em Artemis, esperamos que ela melhore o mais rápido possível, e tomara que essa historia não tenha um final triste como de tantos outros animais.
Não podemos deixar quieto e fingir que nada esta acontecendo, por isso meus SINCEROS E IRÔNICOS agradecimentos à Prefeitura de Piracicaba e ao Centro de Controle de Zoonoses.
COMPARTILHEM!
POR Alessandra Faense
B.

Eu tirei isso do Facebook, pois achei que deveria ser visto por mais pessoas, casos como este não podem continuar acontecendo, isso tem que ser visto pelas ong´s de defesa aos animais, pelas autoridades e também cabe as pessoas de piracicaba verificar isso e pedir que seja tomado alguma atitude.
Por favor, se isso ficar impune, então não entendo porque as leis à favor dos animais se elas não forem aplicadas corretamente.