Cada dia que passa fico mais revoltada e triste com as notícias referente aos maus tratos. Cinco cães foram resgatados de uma clínica em BH no bairro Tirol nesta sexta-feira (1º). Em primeiro lugar acho um absurdo o fulano se dizer veterinário e deixar os cães nesse estado, em pequenas gaiolas, sujas e sem água e nem comida? A sorte desses cães é que ele ia ser preso por falta de pagamento de pensão alimentícia, graças à Deus isso aconteceu, senão os animais teriam morrido. Ainda não sabem do paradeiro do veterinário, que será indiciado também por crime ambiental de maus tratos.
Agora, o pior são os donos desses animais! Porque deixaram esses coitados nesse lugar, nesse estado. Para estarem ali nessa situação é porque ningué se preocupou em ir ve-los, antes de deixá-los lá, com certeza não verificaram o lugar e as condições onde seus animais ficariam. Claro, que muitos confia em seus veterinários, mas porque não confiar desconfiando? Você não ofende se pedir para olhar onde seu cão vai ficar e se pode ir visitá-lo! Esses animais poderiam ter morrido, eu acredito que os seus “proprietários” também deveriam ser indiciados por abandono.
Dono do local tem mandado de prisão por falta de pagamento de pensão.
Outros animais mortos estavam dentro de freezer, no bairro Tirol.
Pedro Ângelo
A Polícia Militar do Meio Ambiente recolheu, na tarde desta sexta-feira (1º), cinco cães em situação de maus-tratos em uma clínica na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. O veterinário que é proprietário do local está foragido, e tem um mandado de prisão em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia. Outros dez corpos de animais foram encontrados congelados dentro de um freezer.
Nesta quinta-feira (31), policiais e um oficial de Justiça foram até a clínica, no bairro Tirol, para o cumprimento do mandado de prisão por pensão alimentícia. Quando chegaram, viram nove cães dentro de jaulas, em um lugar com muita sujeira e excrementos espalhados.
Depois da chegada da polícia nesta quinta, donos de quatros dos cães foram ao local e pegaram de volta seus animais. Nesta sexta (1ª), a Polícia Militar do Meio Ambiente foi à clínica para recolher os cinco cachorros que ainda estavam presos.
Segundo o tenente da Polícia Militar do Meio Ambiente Adenilson Brito, a suspeita é que os animais estavam sem água e sem comida há dias. Alguns deles estão feridos, e magros, além de sujos. Em dois cômodos da clínica existem 21 gaiolas.
O dálmata apresenta sinais de muita fraqueza, e quase não fica de pé. Um outro animal, que a polícia acredita ser um pit bull, está ferido seriamente no focinho de tanto forçar a saída da jaula.
Ainda de acordo com o tenente, um homem que se apresentou como Lucas e disse ser amigo do veterinário foragido foi até o local nesta quinta, e ajudou na devolução dos quatro animais aos donos. Hoje, ele também estava na clínica, e acompanhou a entrada dos policiais. Ele contou à PM que o veterinário está internado em um hospital de Goiânia, com as duas pernas quebradas após ter sofrido um acidente. Mas o tenente disse que Lucas não sabia informar onde o suposto acidente aconteceu e nem a data.
Um outro homem, que se disse cliente e amigo do veterinário foragido, apresentou-se nesta sexta como Frederico, e defendeu o profissional. Ele levou uma cadela bem cuidada, e disse que o veterinário fez o tratamento dela. Para ele, toda a situação não passa de um mal-entendido.
Agora, além de responder pela falta de pagamento da pensão alimentícia, o veterinário poderá também ser indiciado por crime ambiental de maus-tratos, segundo o tenente Adenilson Brito.
Os animais resgatados foram levados para uma clínica na Região da Pampulha, conveniada com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde serão tratados. Agentes do Controle de Zoonozes de Belo Horizonte disseram que os corpos no freezer serão recolhidos neste sábado (2). A clínica está fechada.
O G1 entrou em contato com o proprietário do local, mas o celular estava desligado.
Pit bull resgatado se feriu seriamente de tanto tentar sair pela grade, diz a PM. (Foto: Pedro Ângelo/G1)
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