Hoje vamos falar de um problema que acomete grande parte da população de humanos e gatos que vivem dentro de casa, a obesidade.
Foto Lauri SandraEu ouvi certa vez em uma palestra que donos de gatos têm dois objetivos: o primeiro é colecionar gatos e o segundo é engordá-los.
A obesidade é um problema muito comum em felinos domésticos e é definido como um acúmulo de quantidade excessivas de gordura corporal. Gatos são classificados como estando em sobrepeso quando seu peso está cerca de 10% acima do peso ótimo e como obesos quando estão acima de 20%.
Estima-se que cerca de 35% dos gatos adultos estejam com sobrepeso ou obesos (nos EUA), em gatos com 5 a 11 anos, entretanto a obesidade foi diagnosticada como doença base em consultas de apenas 2,2% dos casos, o que sugere que os veterinários ainda não estejam encarando a obesidade como uma séria condição médica. Outro agravante está no fato do proprietário geralmente subestimar a condição corporal do seu gato, quando comparado com a avaliação do veterinário, e não leva-lo para a consulta com essa sendo a queixa principal.
O fator de risco mais importante para a obesidade é a castração, outros fatores são a idade, raça, regime de alimentação à vontade, problemas endócrinos e falta de atividade física.
As doenças tendo como obesidade uma das causas principais em felinos são: diabetes mellitus, afecções lipêmicas, lipidose hepática, doenças dermatológicas e claudicação.
Foto Lauri Sandra
O quanto devemos alimentar?
O histórico alimentar deve ser bem estabelecido para esclarecer o quanto de calorias que o gato come por dia. A partir desse valor, deve-se dar 80% do mesmo, como um ponto de partida para o início do tratamento de perda de peso.
Na maioria dos casos, esse valor não pode ser estabelecido (quando o animal recebe alimentação à vontade, por exemplo), então alguns autores calculam como a quantidade calórica ideal seguindo a seguinte fórmula (Kcal por dia): (kg)0,75 x 56.
Devemos alimentar com o que?
Rações comerciais desenvolvidas para a perda de peso são ideais no tratamento seguro da obesidade. Essas rações têm menor densidade de energia pelo uso de fibras, água ou ar. O mais importante é que elas são bem supridas com proteína, vitaminas e minerais, o que previne uma má-nutrição.
Monitoramento:
Autores recomendam pesar o animal após duas semanas de tratamento e as situações que podem acontecer são: (1) perda de peso, (2) ganho de peso, (3) permanecer no mesmo peso.
As duas últimas situações geralmente acontecem quando um bom histórico dietético e estimativa do ganho diário não foram obtidos. O ideal é uma perda de peso de 1 a 2% (do peso inicial) por semana.
Caso o paciente não perca peso após tentativas de troca de ração e nova estimativa do peso diário, uma restrição de 10 a 20% do consumo diário de energia pode ser tentada. Caso a perda de peso seja muito rápida, um aumento de 5 a 10% no consumo diário de energia deve ser feito. Com a perda de peso ideal, a dieta deve ser mantida e monitorada pelo veterinário e o proprietário.
O histórico alimentar deve ser bem estabelecido para esclarecer o quanto de calorias que o gato come por dia. A partir desse valor, deve-se dar 80% do mesmo, como um ponto de partida para o início do tratamento de perda de peso.
Na maioria dos casos, esse valor não pode ser estabelecido (quando o animal recebe alimentação à vontade, por exemplo), então alguns autores calculam como a quantidade calórica ideal seguindo a seguinte fórmula (Kcal por dia): (kg)0,75 x 56.
Devemos alimentar com o que?
Rações comerciais desenvolvidas para a perda de peso são ideais no tratamento seguro da obesidade. Essas rações têm menor densidade de energia pelo uso de fibras, água ou ar. O mais importante é que elas são bem supridas com proteína, vitaminas e minerais, o que previne uma má-nutrição.
Monitoramento:
Autores recomendam pesar o animal após duas semanas de tratamento e as situações que podem acontecer são: (1) perda de peso, (2) ganho de peso, (3) permanecer no mesmo peso.
As duas últimas situações geralmente acontecem quando um bom histórico dietético e estimativa do ganho diário não foram obtidos. O ideal é uma perda de peso de 1 a 2% (do peso inicial) por semana.
Caso o paciente não perca peso após tentativas de troca de ração e nova estimativa do peso diário, uma restrição de 10 a 20% do consumo diário de energia pode ser tentada. Caso a perda de peso seja muito rápida, um aumento de 5 a 10% no consumo diário de energia deve ser feito. Com a perda de peso ideal, a dieta deve ser mantida e monitorada pelo veterinário e o proprietário.
Foto Lauri Sandra
A melhor forma de prevenção é a realização de visitas periódicas ao veterinário após a castração, principalmente se outros fatores de risco estão incluídos. Outra forma de prevenção é o controle das calorias consumidas, não deixando a alimentação à vontade.
Lembrando que o tratamento da obesidade como a indicação da melhor alimentação e protocolo alimentar deve ser estabelecido pelo veterinário e varia de um animal para o outro, a depender da idade e de outros fatores.
Ah, e o mais importante, se você estiver precisando perder peso, faça uma dieta junto com seu gato, isso vai estimulá-lo a continuar nessa batalha. Coloque um cadeado na geladeira um plug nos ouvidos, pois a tentação é grande e o choro de um gato com fome é maior ainda.
Alice Ribeiro
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